ERA UMA VEZ UM DRAMA CHAMADO ROUPEIRO

fevereiro 18, 2016


Estou assim como que com um grande, enorme, gigante problema, pertinente como o raio, Salomé e os seus dramas existenciais... neste caso será mais uma fatalidade minimalista, ou será um melodrama organizacional? Decisions decisions... O problema é a porra do roupeiro, não queridas não se tornou pequeno, lembram-se na insistencia de redução? Ela é real, não ando por aqui com filmes cor-de-rosa e poéticas fantasialistas a dar-vos um belo de um tango em promessas vãs, possa o resultado dos saldos tentar desmintir as minhas convicções mas eu jurarei sempre a pés juntos que foi pela melhor causa, toda a lengalenga do vai substituir isto ou aqui, entra novo sai velho, e pudessem os trastes que foram carinhosamente recambiados para o contentar de doações atestar a favor dos meus sinceros actos e vocês iam ver!


O drama remete á ausência de condições em manter esta relação de amor ódio entre mim e o meu roupeito, “lamento, gosto muito de ti, és muito especial para mim, estiveste comigo todos estes anos, nos bons e maus momentos, but... you got to go!”, sou eu ou ele, e pela consistência da réstia de sanidade mental matinal que me subsiste no garimpo pela peça it na barriga do monstro todos os dias, esta relação está por menos de um fio!


Claro que eu, bicho insatisfeito que sou, tinha que me por em pesquisas e dar todo um outro sentido visual a esta minha ânsia, sossega mulher que nem tudo esta perdido, assim com palmadinha nas costas, e sobra para quem? Sobra para vocês, aturarem estas divagações de descoberta, que falar sozinha comigo não basta, eu tenho que falar sozinha comigo mesma e ter público... *risos* Quem sabe, não haverá por ai outra alma solidária, que partilhe dos mesmo desafectos com o seu roupeiro, a sua cómoda.


Primeiro passo, se me vejo livre deste traste a seguinte questão é clara, onde é que eu vou enfiar esta pilha de tralha? Catástrofe de dimensões apocalíptica no sentido estilístico da coisa, que isto é tudo muito mau com muito pouco espaço sem condições... mas quando se começa a tirar cabides, caixas de arrumação e toda e qualquer peça recondidamente acumulada no roupeiro, ai minha gente, ai é que elas mordem, e sem volta a dar, está o caldo entornado, oh tarefa inglória eu só queria ser mais feliz e menos complicada pela manhã, rezem aos santinhos, peçam ajuda, apoio á amiga do peito, der por onde der mantenham a mãe longe do quarto, Danger Zone Keep Away, Hazard, ela simplesmente não vai compreender a situação e pelo bem das próximas visitas acompanhadas as compras em que o cartão dela seja anfitrião... estão a ver? Sim?... É isso.


Claro que eu fazia uma reduzida mas clara ideia quando me pus em buscas online, do tipo de soluções que se me reservavam, assim num espectro amplo da coisa, a ideia minima do que eu queria estava lá, a certeza de que as opções mais móveis não eram solução para mim, não vá o cabideiro decidir dar de frosques e por-se a milhas... piada a parte, não sou muito fã de soluções de mobiliário que sugiram esse carácter transitório, até provisório, tentei em tempos anexar ao roupeiro uma solução semelhante que consistia numa cabideiro com rodas, escusado dizer que durou até ao momento em que decidiu começar abrir as pernas e eu temi pelo desmoronamento do mesmo... a carga senhoras, a carga é muito importante, não podem querer uma solução de arrumação extremamente linear e minimalista se depois pretendem entulhar a barriga do monstro até mais não, vão pela minha recomendação, o clássico, o estruturalmente mais robusto, travadinho no canto do quarto com ar de quem não vai a lado nenhum, fechado e cerrado a sete chaves se assim convier, funciona!


Mas... claro que há um mas, you are talking to me, remember? Mas... se como eu acharem que uma porta de roupeiro do IKEA anda pela hora da morta, rápidamente vão achar que um open closet fará maravilhas na vossa vida! As minhas exigências são pequenas, só quero poder pendurar tudo, tudo sim leram bem, não há cá gavetas, prateleiras ou qualquer outra superficie plano exceptuando paredes, tecto e base do dito cujo, disparatando a coisa, se houver espaço eu penduro até a roupa interior! Desdizendo um pouco o que a Marie Kondo defende, eu sou uma pessoa visual e está claro que tudo pendurado a minha frente será mais facilmente resgatado para uso do que encafuado no fundo de uma gaveta, há peças e peças, mas o que eu reservo dobrado nas gavetas da minha queridinha cómoda estão longe de ser peças que valham seja pelo tipo, quantidade, ou qualidade dos materiais, a pena pendurar, em contrapartida o que no roupeiro existe, a falta de espaço e pelo comprimido emparelhar actual, ultimamente reservam-me um look de quem dormiu vestida... amarrotada, amarfanhadinha!


Será que um closet sem portas se tornará um problema no que respeita ao pó, sujidade e outas substancias não gratas? A verdade é que o mobiliário em geral não é nem de perto nem de longe uma peça estanque, logo o ar circula, o pó naturalmente existente nas superficies circula, os entendidos e outros ávidos participantes nestas escolhas dizem que não, há quem optem pelo belo do cortinado como corte visual para o seu interior mas eu cá dispenso a sugestão, não tenho cortinado no quarto ia ter no roupeiro? Que sentido faria?


Escolher um open closet é simplificar a vossa vida, porque as potencialidades são múltiplas, com opções mais ou menos estabelecidas para o tipo de uso de cada peça, obriga a uma ginásticazinha extra no momento de arrumar, porque está ali esparramado a vossa frente para toda a gente ver, e se está a vista de toda a gente... ninguém quer passar vergonha, subjacente a esse facto, as peças não estão escondidas e o esforço referido trás uma consciência superior do que temos, das quantidades de cada tipo de peça, da sua repetição ou não, arriscaria acrescentar que até do que se encontra em falta, faz-nos em suma construir uma visão muito mais globalizante do todo, até assumir a necessidade de reduzir, cingirmos-nos mais, assumir o que nos é realmente essencial, destralhar dos extra! Não é maravilho?


Mais do um instrumento organizativo o closet ganhará um carácter decorativo no vosso quarto, nem a todos agradará essa faceta num roupeiro, há quem determine esse elemento como demasiado privado com cariz pessoal para assim ser exposto, outros os há que dispensariam ainda esta peça de mobiliário no quarto, por preferência no uso de gavetas, prateleiras, ou outro tipo de superfícies para se organizarem, gostos a parte pretende-se funcionalidade acima de tudo, quase uma máquina de organizar e neste aspecto quanto mais definido o lugar de cada coisa e quanto mais facilitado o acesso a mesma, melhores os resultados no seu uso dia a dia!


Afinal de contas, já ponderaram que numa perspectiva global de uso no quarto, entre cama e provavelmente a secretaria, para aqueles que recorrem ao quarto como lugar de trabalho, o roupeiro é o ponto fulcral em torno do qual a vivência deste espaço reside? Agora reserva-se-me uma ida longa.... longa, ao IKEA para me desgraçar.

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Fotos: Pinterest

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6 REPLY

  1. Adorei as dicas e as imagens :3

    Ana ♥
    http://aruivablog.blogspot.pt/ N/POST

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    1. Obrigado Ana! Espero que goste do post de hoje tambem!
      Um beijo,
      Salomé

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  2. Adorei as fotos! Adoro estes espaços minimalistas ♥

    http://collectingwaves.blogspot.com/

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    1. Obrigado Soph! É tão mais fácil/agradável viver/trabalhar neles!
      Um beijo,
      Salomé

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