WHAT IS MINIMALISM

fevereiro 22, 2016


Minimalismo, o dicionário define enquanto a tendência para simplificação e redução dos elementos constitutivos de algo, principio de reduzir ao minimo o emprego de elementos ou recursos, em suma, e procurando a expressão utilizada pela maioria das abordagens ao tema, é identificar o essencial e eliminar o resto, isto soa bemmmm diferente de todas as balelas anti-consumismo desenfreado, até porque, viver com o dito essencial não tem que ser obrigatoriamente com menos, o meu menos pode ainda assim ser demasiado para outro alguem ou até insuficiente, conseguem perspectivar a coisa? Diferentes necessidades um mesmo argumento!

A definição de minimalismo é um pouco subjectiva, eu diria muito até, o minimalismo tem diferentes significados para diferentes pessoas, o que é superfluo e essencial difere para cada pessoa, não existem escalas ou regras de minimalismo, era bom... dez passos que farão livrar-se de tudo o que é desnecessário, queriam! Cabe sim, a cada um, definir e estabelecer o que é importante para si.


O problema reside no real significado que essas coisas têm na nossa vida, quando identificamos realmente o que não é necessário ou até apenas o que nos é excessivo, o que inconscientemente nos subcarrega, que começamos a tomar decisões mais conscientes que nos acabam libertando não apenas espacialmente mas acima de tudo de alguns medos, preocupações, angustias... Muito mais do que um estilo de vida é uma ferramenta, que permite pela predisposição sincera de cada um, e a sua abertura a realidade minimalista, e acreditem que de nada vos valerá a hipocrisia de tentar estes modismos sem que vos faça sentido as coisas que digo, livrarmo-nos do excesso, nem coisas a mais nem coisas a menos, e isto aplica-se não só as coisas que nos rodeiam, aos bens que possuimos, mas mais importante que tudo as nossas relações, aos compromissos que estabelecemos, da vida privada ao trabalho, incluindo o nosso estilo de vida, o nosso modo de estar.


Assumir um certo e determinado minimalismo não se trata de comprometermo-nos a um voto de pobreza, uma pobreza voluntária, nada tem haver com o contar o número de objectos que compõe o nosso dia a dia, correndo o risco pelo excesso de um ou dois tarecos sermos banidos da comunidade minimalista, se bem que... nestas andanças se encontram sempre os extremos... os obcecados e os wanna be, vão cruzar-se com diferentes graus de neuroticos, believe me! Será claro, objectivamente comprovado, que os minimalistas possuem menos coisas, se assim não fosse qual seria a lógica de minimizar? Mas o facto deve-se pura e simplesmente a aceitação da não necessidade das tralhas que outros optam por acumular, guardar para a eventualidade que nunca chega, e até certo ponto por uma conotação emotiva que reservam aos objectos.


Simples e elementar mais que uma condicionante transforma-se no resultado, o minimo de meios e recursos passa por ser a ferramenta e ao mesmo tempo uma consequência... não sei se faço sentido. Minimalismo não é não ter nada, é ter o suficiente, por esse motivo é tao querida a premissa de Less, Menos, is More, é mais. Perder todo o peso psiquico de querer mais, ter mais, como se isso nos tornasse de algum modo melhores, nada nos impede de continuar a investir no aprendizado humano, no conhecimento, na nossa evolução espiritual, sem todo o karma inerentes das responsabilidades que as coisas acarretam. Percebem o sentido de liberdade?


Não existe uma relação de longo prazo entre a felicidade e a compra de um objecto novo, mas nós acreditamos na grande generalidade que sim, mais não seja pela invejazinha pura de ficar igualzinho aquele alguem! Oh cruel aceitação social! A verdade é que a partir do momento em que nos deixamos de definir pelo que possuimos passamos a procurar entender quem, o que, somos. Somos eternamente responsaveis por aquilo que cativamos, e olhem que se até uma raposa soube dizer isto ao princepezinho... Mais coisas significam menos foco. Tem lógica não tem? 

Podem até discordar, mas na minha perspectiva eu não tenho que abdicar de comprar e directa ou indirectamente ter menos não significa para mim, e reforço o para mim, ser simplista ao ponto de reduzir o objecto a sua caracteristica meramente funcionalista. Para mim, enquanto minimalista, não esta errado querer um carro bom, esta ou aquela peça de roupa, se ai residir a minha felicidade. Não, não me estou a contradizer e a afirmar que existe felicidade no consumismo, mas ao ser minimalista alem do resultado conclusivo da sua pratica ser o acabar com poucas coisas, isso não quer dizer que essas coisas não podem ter qualidade, não podem ser caras, o problema, ou encaremos como o lado mal de querer estas coisas, está no compromisso pessoal de me sacrificar a favor das mesmas. Eu sei, é confuso! Mas é muito importante perceber até que ponto o ter essas determinadas coisas que nos são tão importantes, ou julgamos nós o ser até ao momento em que decidimos analisar o impacto que as mesmas têm sobre nós, o sacrifico pessoal para as ter, as conservar, e como essas acções comprometem o nosso bem-estar, os nossos relacionamentos, e até psicológicamente, a nossa saude! As coisas existem para nos servir e não ao contrário.


Concordo plenamente com a filosofia de que mesmo é mais, a prática destes principios de destralhamento fez-me acreditar e defender essa ideia, sei o que tenho, sei onde está, sei que tudo têm o seu lugar, quando preciso sei onde ir buscar, se algo acontecer com esse objecto sei que tenho que o substituir imediatamente e isso faz-me ser mais produtiva e proactiva, alem de organizada. Torna-me, digamos, poupada porque quando a oportunidade surge de comprar algo, seja porque é giro e diferente, porque nunca vi, porque não tenho, passei a avaliar se realmente me faz falta, e não vou ao extremismo de comprar só porque disse que não ia comprar, acabo na grande maioria a não o fazer mas pela minha própria evolução de pensamento no sentido em que não preciso. O ter menos, fez-me claro, avaliar o rendimento e qualidade do que sobreviveu a doação, e nesse sentido criar uma categoria que é minha, é pessoal, de coisas que necessitam de substituição, mas porque? Não só porque a minha carteira não é elastica, antes, porque não quero precipitar-me em adquirir algo pela simples necessidade de novo ou mais moderno, quero melhor e sei que hei-de encontrar. Isso, tem feito amadurecer em mim a capacidade de esperar, aguardar, diminuir toda e qualquer ansiedade. Em conclusão, posso apenas corroborar as maravilhas que têm feito por mim, pela alegria de me manter no mesmo espaço mas não ser já o mesmo, porém ser mais meu do que nunca, na confiança que me têm trazido, e têm sido muita, e em todo o conforto.. Se estou mais feliz? Sim, muito!

---
Photos: Pinterest

You Might Also Like

2 REPLY

Participa com a tua sugestão ou comentário e não te esqueças de seguir a página no facebook, twitter e instagram para estares sempre a par das novidades! Obrigado pela visita. Salomé

Popular Posts

Like us on Facebook

Follow us