MINIMALISM ADVANTAGES

março 22, 2016


Não há nada, ou quase nada, que se faça sem um porque, ou antes, com um porquê consequente. Todas as nossas acções têm algum tipo de impacto, de reflexo, nas nossas vidas, e com o minimalismo não é diferente. Não se pratica o minimalismo pela única e simples razão de ter menos, de se querer ter menos coisas, menos pertences, isso tambem nos motiva, mas toda a energia que se poupa e se acumula, que se ganha, com o destralhar dessas coisas, é bem mais importante para manter como foco e objectivo nesta vossa mudança de estilo de vida. Pareceu-me por bem, depois de vos massacrar ao longo das ultimas semanas, com um diazinho da dita, dedicado á tematica do minimalismo, abordar hoje, mais profundamente, quais os beneficios e vantagens que vão tirar desta vossa transformação, que isto não tá fácil para ninguem e se é para haver dedicação que seja perante os factos, contra eles não ha afinal argumentos, dizem! Todas as transformações começam com um gatilho, que é vosso, apenas vosso, pode ser semelhante ao de fulano X ou Y, mas será sempre pessoal e intrasmissivel, na maioria das vezes inconsebivel como motivo para a maioria dos que vos rodeiam, que vão tentar mas nunca vão compreender plenamente o que vos fez mudar. Falo sim, sempre, da minha experiência, das vantagens que já me trouxe e das que espero trará ainda.


LIBERDADE // Há pessoas que são felizes a criar raízes, a criar laços com os lugares, com as pessoas que deles fazem parte, e há os outros, que não se contentam, não se satisfazem com a permanência e a persistência, que são felizes assim, de emoções e recordações na algibeira, na bagagem de mão. Insatisfeitos? Talvez. Eternamente incompletos? Provavelmente. Ou não. Incessantes, sim. A vida faz de todos nós arquitectos de coisas, de objectos, ditas recordações e memórias, que acumulamos e empilhamos e que nos prendem aos lugares. Não sei explicar o porquê, deve haver algures uma explicação, com muitos bons dados e estatísticas justificativas. É dificil explicar que nada existe realmente nessas coisas, é um sentimento vosso, que esta dentro de vocês, esse objecto apenas o faz recordar, apenas faz avivar no vosso inconsciente as memórias do sitio, da peripécia, cheiros e outras sensações. Eu sempre tive uma certa imagem poética, assim quase admiração, pelos que são capazes de viver literalmente com a casa as costas. Invejinha boa desse sentimento de ser livre e ao mesmo tempo guardar de um modo tão mais vivo e forte o que realmente importa. 


ECONOMIA // Esta deve ser a vantagem á que a maioria acena em concordância num piscar de olhos. Pois esta claro, se não compram, não gastam dinheiro, logo poupam. Mas não é apenas economia monetária, é economia de tempo por ausência de necessidade de manutenção dessa coisa, é economia de dinheiro pela energia combustível não consumida, economia de vida por nos pouparmos a determinadas apoquentações que um não funcionamento ou mal funcionamento causam e criam, e já que não há, economiza-se no espaço também. 


TEMPO // Tempo e economia podia ser quase só uma vantagem. Afinal, não dizem que tempo é dinheiro? Neste caso, menos tempo a manter, a cuidar, a organizar. Quem nunca pensou na maravilha que seria poder comprar tempo? É quase isso o minimalismo.


CONHECIMENTO // A realidade de deixar de “ter coisas” é a de que deixamos de nos definir por elas. Claramente deixamos de nos esconder atrás da imagem do que queremos ser. Os objectivos tornam-se mais claros, as coisas valem pelo são, e para definir um dito mínimo é preciso saber muito bem qual o vosso mínimo, as vossas necessidades, o que definem como essencial. Um auto-conhecimento como nunca antes. E é tão mais simples dizer não e dizer sim.


RELAÇÕES // Pode ou não ser o caso de começarem a olharem a vossa volta segundo uma outra perspectiva. Como referi em um post anterior, a mudança não é apenas externa, mais do que hábitos que se transformam, vicios que se perdem, existem transformações no modo de ser, de criticar abusivamente, de um ver superfluo. Isso pode criar um certo afastamento de pessoas mais fúteis, determinadas personalidades tóximas, relações com pessoas que não nos fazem bem.


O minimalismo faz-nos, fez-me, ganhar mais foco na qualidade em todas as suas vertentes. Qualidade dos produtos, qualidade do tempo, qualidade das pessoas que me rodeiam. Mais respeito, respeito por mim, mais muito mais, do que o que sempre tive pelos outros. Aprendi que é fundamental pensar em mim. Parece simples não é? Não sei se foi apenas o Minimalismo, ou antes tudo. O minimalismo trouxe-me a lembrança de como sempre gostei de estar sozinha, de privilegiar esse tempo comigo mesma, e como isso me faz bem, me faz centrar energias e me faz ser melhor. As coisas valem pelo que são e hoje são mais nitidas do que nunca.

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Photos: Pinterest

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4 REPLY

  1. Adorei o post :3

    Ana ♥
    http://aruivablog.blogspot.pt/ N/POST

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    1. Obrigado querida Ana!
      Sempre muito querida nos comentarios!
      Um beijo,
      Salomé

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  2. Ai que fotos lindas, adorei ♥

    http://collectingwaves.blogspot.com/

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    Respostas
    1. Obrigado Soph, escolho-as sempre com o máximo de relacionamento ao texto!
      Fico feliz que gostes!
      Um beijo,
      Salomé

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